O que os olhos não veem...
Sustentabilidade, Meio Ambiente, Efeito Estufa, Planeta verde, agir ecologicamente correto, são assuntos que estão em “moda” no momento, mas o grande perigo é que tudo que se torna moda tem a tendência de rapidamente estar fora dela, ser trocado por outro modismo e cair no esquecimento.
Considerando a seriedade da questão “Meio Ambiente” não podemos permitir que isto aconteça.
É estatisticamente comprovado que o ser humano age influenciado por aquilo que vê, ou seja, se não vemos concretamente as conseqüências de nossos atos não acreditamos que estamos realmente prejudicando o planeta. A poluição excessiva causada pelos veículos, o alto índice de consumo de energia, a contaminação das águas por produtos químicos e tantas outras coisas que fazemos e nem percebemos.
Veja o exemplo: Se você está numa linda praia onde a areia é branquinha e limpa, a água é cristalina, os recursos naturais foram preservados e, chega alguém despejando uma grande quantidade de lixo, garrafas, restos de comida, sacos plásticos, latas... Tudo boiando sobre o mar, diante de suas vistas.
Sua reação é ficar indignado, reagir, chamar a atenção da pessoa, orientá-la sobre a atitude incorreta para com a natureza.
Mas digamos que no dia anterior, no seu jantar em família, você saboreou uma deliciosa porção de batatas fritas. O óleo da fritura foi jogado no ralo da pia. A louça foi lavada e você acredita que tudo está limpo e em ordem.
Grande engano!
Sua família acabou de fazer exatamente como a pessoa que despejou o lixo no mar, depredou o meio ambiente. Infelizmente milhares de pessoas estão fazendo exatamente a mesma coisa todos os dias porque não veem as conseqüências do que estão fazendo.
UMA GOTA DE ÓLEO CONTAMINA 25 LITROS DE ÁGUA E UM LITRO DE ÓLEO CONTAMINA 01 MILHÃO DE LITROS DE ÁGUA.
O óleo de cozinha é altamente prejudicial ao meio ambiente quando jogado na pia, em terrenos baldios ou no lixo, causa grandes desastres à natureza: Fica retido nos encanamentos provocando entupimentos, acaba se espalhando na superfície dos rios e represas danificando a fauna aquática, impermeabiliza o solo intensificando as enchentes quando chove. Ao entrar em decomposição libera gás metano que produz mal cheiro, além de intensificar o efeito estufa.
Como evitar que o óleo de cozinha seja lançado na rede de esgoto?
1. Conscientização
2. Ação
3. Reciclagem
Não jogar óleo em fontes de água, na rede de esgoto ou no solo é um gesto de cidadania.
O Brasil têm criado vários métodos de reciclagem. Diversas são as possibilidades de reutilização do óleo de fritura, entre outras finalidades destacam-se a produção de resina para tintas, sabão, detergente, glicerina, ração para animais e biodiesel.
Onde e como reciclar?
Em algumas cidades brasileiras as prefeituras estão se mobilizando, em outras é a própria população que já começa este trabalho de proteção à natureza.
Citamos abaixo alguns projetos de reciclagem de óleo de cozinha:
Projeto Cata óleo – Ribeirão Preto - Numa parceria da USP e o Ladetel (Laboratório de Desenvolvimento de Tecnologias Limpas).
Todo o óleo recolhido é utilizado na produção do biodiesel. Os interessados em participar do projeto podem entrar em contato com o Ladetel pelo telefone (16) 602.3734.
Prefeitura Municipal de Curitiba - Possui o serviço de coleta especial de óleo de fritura. O recolhimento é feito em 78 pontos do Câmbio Verde. A coleta de dois litros de óleo dá direito a um quilo de hortifrutigranjeiros, incentivando ainda mais a população.
O óleo recolhido é encaminhado para a reciclagem onde é transformado em sabão, detergente e matéria-prima para fabricação de outros produtos.
Para ser entregue, o óleo deve ser armazenado em garrafas pets e de preferência, transparentes.
Informações: Os dias e horários da coleta podem ser obtidos pelo telefone 156 ou na página da prefeitura na internet - http://www.curitiba.pr.gov.br/
Instituto Triângulo no ABC - São Paulo - Equipes vão até o local solicitado para a coleta, desde que se tenha um mínimo de seis litros armazenados. A entrega do óleo em São Paulo também pode ser feita na rede de supermercados Pão de Açúcar ou na ONG.
Informações: Instituto Triângulo - http://www.triangulo.org.br/
Família Casca – Em Florianópolis - A coleta é feita pela Universidade Federal de Santa Catarina, que recupera o óleo de cozinha e o transforma em combustível. No entanto, o projeto coleta o produto apenas na região próxima à universidade. Outra maneira de dar um fim útil ao óleo de bares e restaurantes na cidade é por meio da Associação Industrial e Comercial de Florianópolis, a Acif, que dirige o programa ReÓleo. Informações: http://www.acif.org.br/
Prove - Rio de Janeiro: O óleo usado pode ser levado para os postos do Programa de Reaproveitamento de Óleos Vegetais, firmado entre a iniciativa privada, a Refinaria de Manguinhos e a Secretaria de Meio Ambiente do Rio. Outra forma de contato é o Disque-Óleo: basta ligar para a equipe desse programa. Informações: http://www.disqueoleo.com.br/acao/
Porto Alegre - O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), realiza o Projeto de reciclagem de óleo de fritura. São 24 locais de coleta do produto, que é transformado entre outras coisas em resina de tintas, sabão e biodiesel. Há um convênio entre o DMLU e três empresas que recolhem o óleo de cozinha entregue pela população e o encaminham para reciclagem.
Informações: http://funverde.wordpress.com/
Vale ressaltar que a participação da população é fundamental para se obter sucesso nestes programas de reciclagem de óleo de cozinha. Todos esses programas oferecem informações e orientações para a reciclagem do óleo e também esclarecimentos sobre proteção ambiental objetivando inserir na sociedade a responsabilidade ecológica.
Sustentabilidade, se todos “praticarem” esta idéia, não vai pesar pra ninguém.
Curso Letras/2009 – Faculdade Anhanguera/Osasco.

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